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Terça-feira, 18 de Junho de 2024
Diástase abdominal: o que é, sintomas, prevenção e tratamento

Saúde

Diástase abdominal: o que é, sintomas, prevenção e tratamento

Cirurgião plástico da Unimed Araxá explica tudo sobre o enfraquecimento e separação do músculo reto abdominal

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A diástase abdominal ocorre quando os feixes do músculo reto abdominal se separam. Embora seja mais frequente em mulheres, homens também podem ser afetados por essa condição. Em entrevista, o cirurgião plástico da Unimed Araxá, Henrique Ovídio Coraspe Gonçalves, explica as causas, sintomas, prevenção e tratamento para esta situação.

O que é a diástase abdominal e quais as causas mais comuns?

O músculo reto abdominal é formado por duas bandas verticais que se unem na região central do abdômen, esses são os músculos que formam os famosos “gominhos” quando hipertrofiados por exercícios.

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Algumas condições podem fazer com que essa musculatura seja esticada e acabe sendo enfraquecida, o que pode levar à separação dessas duas bandas, alteração que não pode ser revertida apenas com fortalecimento muscular. Isso acaba resultando, em alguns casos, na protrusão do conteúdo abdominal interno - agora menos protegido.

Algumas das principais situações que podem levar ao afastamento das bandas do músculo reto abdominal são: gestação com bebê muito grande, ganho de peso excessivo na gestação, múltiplas gestações, perda de peso após cirurgia bariátrica e o processo natural de envelhecimento.

Quais são os sintomas que o paciente nota?

O principal sintoma da diástase abdominal consiste no afastamento do espaço entre os músculos centrais do abdômen, o que pode ser sentido quando o paciente pressiona as mãos contra o centro da barriga e contrai a musculatura. Geralmente a situação é bem identificável clinicamente.  Além disso, em situações em que a pressão dentro do abdome é aumentada, como o que ocorre ao se levantar ou tossir, ele se projeta ainda mais e forma uma protuberância que acomete toda a extensão vertical e central do abdômen.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico dessa alteração pode ser feito por um cirurgião plástico após avaliação física do paciente, sendo confirmado por meio de exames de ultrassom ou tomografia computadorizada para mensurar a abertura muscular apresentada

Há como fazer uma prevenção?

Sim. Para a prevenção de diástase adquirida, duas ações são importantes: realização de exercícios físicos que fortaleçam a parede abdominal e manutenção de peso adequado, evitando a obesidade.

Para quem já apresenta a diástase, qual é o tratamento?

Em alguns casos, principalmente em pacientes que tiveram a primeira gestação, a diástase pode ser resolvida espontaneamente após o parto, mas na maioria dos casos é necessário um tratamento cirúrgico.

Esse tratamento cirúrgico pode ser realizado isoladamente (somente a correção da diástase), que pode ser realizado por cirurgia aberta, videolaparoscópica e até robótica.

Porém, geralmente a diástase do reto é acompanhada de outras alterações pós-gestacionais, como excesso de pele na parte inferior do abdome (flacidez) e lipodistrofia (acúmulo de gordura em determinadas regiões). Por isso, o mais comum é a correção da diástase acompanhada da cirurgia de abdominoplastia e lipoaspiração.   Dessa forma, além de restaurar a função muscular conseguimos uma melhora estética para a paciente.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Unimed Araxá
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ascom Unimed Araxá
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