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Terça-feira, 18 de Junho de 2024
Projetos inspiradores impulsionam o papel das mulheres na cafeicultura da Região do Cerrado Mineiro

Agronegócio

Projetos inspiradores impulsionam o papel das mulheres na cafeicultura da Região do Cerrado Mineiro

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No mês em que celebramos a força e a resiliência das mulheres, é essencial destacar o impacto
significativo que elas têm no setor agrícola, especialmente na cafeicultura. Por meio de
projetos inovadores e inspiradores, mulheres em todo o país estão não apenas conquistando
espaço, mas também liderando mudanças positivas em suas comunidades e na indústria como
um todo. Na Região do Cerrado Mineiro, três projetos exemplares estão impulsionando o
papel das mulheres no agronegócio, especialmente na cafeicultura, e inspirando iniciativas
semelhantes em todo o Brasil.


Mulheres que Inspiram 
Na Cooperativa Agropecuária de Carmo do Paranaíba (Carpec), o Projeto Mulheres que
Inspiram busca agregar conhecimento e valor às empreendedoras envolvidas na produção de
café. Com foco na formação integral das produtoras, oferece treinamentos específicos,
incentiva a gestão sustentável das propriedades e promove a participação ativa delas nas
decisões relacionadas à cafeicultura. Além de fortalecer as habilidades técnicas, o projeto cria
uma rede de apoio e troca de experiências entre as mulheres, impulsionando o
desenvolvimento pessoal e profissional.
A coordenadora do projeto, Tatiana Oliveira, destaca que o principal impacto do trabalho na
vida das mulheres foi o desenvolvimento da autoconfiança, autoconhecimento e habilidades
técnicas adquiridas por meio de diversos encontros, reuniões e workshops. “Através dessas
atividades, as mulheres se tornaram protagonistas de suas próprias histórias, fortalecendo seu
papel em todos os aspectos da sociedade. Fornecemos informações e treinamentos com o
objetivo principal de agregar conhecimento, valor e promover conexões entre elas. O
diferencial do nosso projeto é que capacitamos as produtoras não apenas em relação à
qualidade do café, mas também na gestão da propriedade como um todo. Conseguimos
agregar valor aos cafés produzidos por essas mulheres e estamos confiantes de que 2024 será
um ano inovador, repleto de oportunidades de rentabilidade e crescimento”, conta Tatiana. 


Elas no Café 
Desde 2015, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) tem promovido o
Programa Elas no Café, com o objetivo de ampliar a participação feminina no agronegócio
café. Por meio de workshops, visitas técnicas, eventos e uma série audiovisual, o programa
capacita e inspira mulheres em todas as etapas da cadeia produtiva do café. Além de
promover o conhecimento e a profissionalização, a iniciativa reconhece o importante papel
dessas profissionais na cafeicultura, incentivando a inovação, a qualidade e a sustentabilidade.
De acordo com Sandra Moraes, gerente de Cafés Especiais da Expocacer e idealizadora do
programa, o Elas no Café valoriza e estimula a crescente participação e representatividade
feminina na cafeicultura e tem inspirado as mulheres a se dedicarem à cadeia produtiva do
grão de forma a impactar o negócio da família. Desde 2018, o número de cooperadas mulheres
aumentou de 53 para 116, incluindo esposas, filhas e netas de cooperados. "Através do
programa, oferecemos capacitação, facilitamos a troca de conhecimentos e proporcionamos
experiências enriquecedoras. Além disso, comercializamos os cafés produzidos, destacando
sempre a importância do trabalho feminino em todas as etapas, desde a lavoura até a xícara”,
explica.

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Flores do Café e do Bem-Estar
Idealizado em maio de 2023 pelo Mulheres AGRO UFV-CRP, o Projeto Flores do Café e do Bem-
Estar visa aumentar o poder de decisão das mulheres na cafeicultura. Com um tripé que

combina conhecimento técnico, equilíbrio emocional e inspiração com as responsáveis,
professora Maria Elisa, coordenadora do Mulheres AGRO UFV-CRP, Lorena Mangabeira e
Lucimar Silva, o projeto oferece capacitações de alta qualidade, jornadas individuais de
autoconhecimento e histórias inspiradoras de mulheres do café. Além de capacitar produtoras,
gestoras, baristas e colaboradoras, o projeto promove um ambiente inclusivo e igualitário,
onde todas as mulheres se sintam valorizadas e empoderadas.
O impacto do projeto Flores do Café e do Bem-Estar nas mulheres foi altamente positivo, de
acordo com Maria Elisa de Sena Fernandes. “Elas demonstraram um aumento significativo no
conhecimento, no poder de expressão e na capacidade de tomada de decisão em suas
fazendas. A introdução de novos conhecimentos permitiu que expressassem suas opiniões, o
que foi bastante valorizado. Além disso, o projeto incentivou a adoção de novas tecnologias,
ampliando suas perspectivas e promovendo impactos positivos no bem-estar, na felicidade e
no autoconhecimento. Especificamente, as mulheres relataram melhorias na sua disposição
em cuidar de si mesmas, na sua capacidade de se organizar em equipe e em geral se sentiram
mais bem preparadas e organizadas”, destaca Maria Elisa.
Segundo o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, esses
projetos não apenas capacitam e fortalecem as mulheres na cafeicultura, como também
inspiram outras iniciativas similares em todo o país. “Ao promover a equidade de gênero,
estimular práticas sustentáveis e facilitar o acesso aos mercados, esses projetos estão
contribuindo significativamente para o desenvolvimento da Cafeicultura do Cerrado Mineiro e
para a promoção do papel das mulheres como agentes de transformação. Que essas histórias
de sucesso sirvam de inspiração para que outras mais se juntem à jornada da cafeicultura,
deixando um legado de inovação, resiliência e prosperidade para as gerações futuras”, avalia.

FONTE/CRÉDITOS: Serifa Comunicação
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Serifa Comunicação
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