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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
Levantamento anual monitora presença do barbeiro transmissor da doença de Chagas na zona rural de Araxá
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Levantamento anual monitora presença do barbeiro transmissor da doença de Chagas na zona rural de Araxá

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A Vigilância Ambiental de Araxá está realizando o levantamento anual de controle da doença de Chagas no município. O trabalho tem como objetivo monitorar a presença do barbeiro, inseto transmissor da doença, e orientar os moradores sobre as formas de prevenção.

A meta do levantamento é visitar, no mínimo, 20% das localidades da zona rural. Durante as ações, os agentes de combate às endemias percorrem propriedades, conversam com os moradores e realizam inspeções dentro das residências e no entorno das fazendas. A vistoria inclui locais onde pode haver presença do vetor, como quartos, galinheiros, chiqueiros, currais e espaços de repouso de animais.

Entre as espécies de barbeiros encontradas em Araxá, destaca-se o Panstrongylus megistus, considerado um dos principais vetores da doença de Chagas no município devido à sua capacidade de adaptação ao ambiente domiciliar e à sua relevância epidemiológica para a transmissão da doença.

De acordo com o encarregado de combate às endemias, Paulo Henrique Honorato, Araxá é classificada como área de médio risco para a doença. Isso significa que o vetor ainda pode ser encontrado no município, mesmo que de forma esporádica.

Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que Araxá não registrou casos agudos da doença de Chagas nos últimos 20 anos. “Esses casos são aqueles em que a infecção é recente, logo após o contato com o protozoário causador da doença. No município, há registros apenas de casos crônicos, quando a pessoa foi infectada há muitos anos e desenvolveu manifestações da doença com o passar do tempo”, explica Paulo Henrique. 

Orientações aos moradores

O barbeiro tem hábitos noturnos e costuma procurar locais próximos aos hospedeiros, como aves e outros animais. O inseto se alimenta de sangue, mas a transmissão da doença de Chagas não ocorre pela picada. O risco está no contato das fezes do barbeiro contaminado com ferimentos na pele e regiões como olhos, nariz e boca.

A orientação da Vigilância Ambiental é que, ao encontrar um inseto com características semelhantes ao barbeiro, o morador não esmague o animal. A recomendação é capturar o inseto com segurança, preferencialmente vivo, utilizando luvas ou saco plástico, e encaminhá-lo para análise.

Araxá conta com dois Pontos de Informação de Triatomíneos, conhecidos como PITs: um na Secretaria Municipal de Saúde e outro na unidade de saúde do distrito de Itaipu. Quando o inseto é confirmado como barbeiro transmissor e apresenta contaminação, os moradores da residência onde ele foi encontrado passam por testagem, e a equipe também realiza a borrifação no imóvel.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom PMA
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ascom PMA

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