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Segunda-feira, 28 de Setembro 2026
Lipedema: quando a cirurgia não é a resposta para tudo
Saúde

Lipedema: quando a cirurgia não é a resposta para tudo

Doença crônica exige diagnóstico adequado e tratamento multidisciplinar; segundo o cirurgião plástico da Unimed Araxá

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Lipedema: quando a cirurgia não é a resposta para tudo

Doença crônica exige diagnóstico adequado e tratamento multidisciplinar; segundo o cirurgião plástico da Unimed Araxá

 

O lipedema ganhou espaço nas conversas sobre saúde e imagem corporal, mas a popularização do termo também pode favorecer autodiagnósticos. A doença é crônica e se caracteriza pela distribuição desproporcional do tecido adiposo, principalmente nos membros inferiores, podendo também atingir os superiores. Alterações hormonais, ganho de peso e histórico familiar podem estar associados à sua evolução.

Para o cirurgião plástico da Unimed Araxá, Dr. Henrique Coraspe, o primeiro ponto a ser compreendido é que o tratamento não se resume à cirurgia. A abordagem deve ser individualizada e pode envolver diferentes profissionais, conforme os sintomas e as necessidades de cada paciente. “O tratamento do lipedema vai muito além da lipoaspiração”, diz.

A estratégia pode incluir atividade física regular e terapia compressiva, quando indicadas, além de fisioterapia e técnicas manuais para auxiliar no controle de sintomas como edema e desconforto. O acompanhamento nutricional também pode fazer parte do tratamento, assim como o psicológico, especialmente quando a doença afeta autoestima, imagem corporal e qualidade de vida. A avaliação de condições vasculares, linfáticas, hormonais ou musculoesqueléticas também pode ser necessária.

 

Quando a cirurgia pode ser indicada

A cirurgia não deve ser considerada automaticamente diante de um diagnóstico de lipedema. Segundo o médico, a indicação precisa levar em conta os sintomas apresentados, a resposta ao tratamento conservador e o impacto da doença na qualidade de vida. “Quando indicada de forma adequada, a lipoaspiração pode reduzir o volume do tecido adiposo acometido e melhorar sintomas e funcionalidade. Em algumas pacientes, também podem ser associadas tecnologias destinadas ao tratamento da flacidez da pele”, comenta.

A cirurgia, no entanto, não significa a cura do lipedema. O alerta é importante porque a continuidade do tratamento clínico permanece necessária. De acordo com Dr. Henrique, sem o controle dos fatores associados e sem a manutenção dos cuidados, os resultados obtidos com a cirurgia podem não se sustentar ao longo do tempo.

Por isso, diante da suspeita de lipedema, a orientação do especialista é evitar conclusões feitas por conta própria. “O caminho começa pela avaliação de um profissional habilitado, com diagnóstico adequado e controle dos fatores clínicos envolvidos. Somente depois dessa etapa deve ser analisada a existência ou não de indicação para um tratamento cirúrgico”, conclui.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Unimed
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ascom Unimed

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