O escritório Candini & Bastos Sociedade de Advogados, de Araxá, foi selecionado para receber o Selo Promove Mulheres Advogadas 2026, iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG) que reconhece sociedades de advocacia com práticas voltadas ao combate ao assédio, à equidade de gênero, à inclusão e ao fortalecimento da atuação feminina.
A cerimônia de entrega do Selo Promove Mulheres ocorreu em 26 de agosto, em Belo Horizonte.
O Escritório é o primeiro de Araxá a ser selecionado para receber a certificação.
Para a advogada Mariana Candini Bastos, a conquista desse prêmio, em específico, tem um significado que ultrapassa a valorização do trabalho desenvolvido pelo Escritório. "Receber um prêmio pelo nosso trabalho já é uma honra, mas um que reconhece nossas ações de enfrentamento ao assédio e às questões de desigualdade de gênero e equidade é muito especial, pois são temas que nos são muito caros. Agora nossa responsabilidade é ainda maior", afirma.
O Escritório é administrado por duas mulheres: além de Mariana, sua mãe, a também advogada Lucília Isabel Candini Bastos , aspecto que, segundo Mariana, amplia o significado da seleção. "O Escritório tenta refletir os valores e princípios passados pelos meus pais. Nesse aspecto, minha mãe sempre nos incentivou a estudarmos e a nos mantermos atualizados mas, mais que isso, ela não nos deixa esquecer de onde viemos, das pessoas mais vulneráveis e de que um dia seremos cobrados pelas oportunidades que recebemos. Por isso essa nossa preocupação redobrada com grupos mais vulnerabilizados. Receber esse prêmio, fruto do que aprendi com ela e do que fazemos juntas é indescritível."
Além disso, "ser o primeiro Escritório de advocacia de Araxá a receber esse reconhecimento, em um momento em que a OAB Araxá é presidida pela primeira mulher em mais de 80 anos, tem um significado e uma importância muito grandes", diz, em referência à presidente da Subseção da OAB de Araxá, Débora de Melo Vale Bernardes. “Acho que o exemplo dela arrasta e isso faz diferença”.
Mariana também destaca a importância da sua participação institucional na OAB para ampliar o alcance das iniciativas do Escritório voltadas ao enfrentamento da violência, da discriminação e do assédio. "Se eu continuasse atuando apenas dentro do Escritório, restrita apenas aos casos concretos, o nosso alcance seria mais limitado. A partir da atuação institucional, passei a pensar em soluções que possam ser aplicadas e replicadas a uma coletividade maior. Isso foi uma virada de chave: às vezes o meu caso não é resolvido exatamente como gostaria, mas, a partir dele é possível pensar de forma coletivizada, com ações concretas para evitar ou minimizar situações semelhantes, uma espécie de 'molecularização da solução’. O sistema institucional da OAB se retroalimenta e se reafirma com essa troca de experiências entre os advogados nele inseridos. Não são coisas estanques, mas que devem caminhar juntas”, afirma.
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