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Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Skinorexia: quando o cuidado com a pele deixa de ser saudável
Saúde

Skinorexia: quando o cuidado com a pele deixa de ser saudável

Tendência impulsionada pelas redes sociais pode levar ao uso excessivo de cosméticos e comprometer a saúde da pele

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Cuidar da pele faz parte da rotina de milhões de brasileiros. No entanto, quando a busca por uma aparência considerada perfeita passa a gerar ansiedade, consumo excessivo de cosméticos e insatisfação constante, o autocuidado pode deixar de ser um hábito saudável. Esse comportamento vem sendo chamado nas redes sociais de skinorexia.

Segundo a dermatologista da Unimed Araxá, Dra. Gisele Basso Esteves Pires, é importante compreender que o termo não representa uma doença reconhecida pela medicina, mas descreve um padrão de comportamento que merece atenção. "A skinorexia não é um diagnóstico médico. O termo tem sido usado para descrever uma preocupação exagerada com a aparência da pele e com a própria rotina de skincare. A pessoa passa a trocar produtos com frequência, acompanha cada lançamento e tenta corrigir características absolutamente normais, como poros, linhas finas e pequenas irregularidades", explica.

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A influência das redes sociais contribui para esse cenário. Imagens produzidas com iluminação, maquiagem e filtros digitais acabam criando um padrão de beleza muitas vezes inalcançável, levando algumas pessoas a acreditarem que qualquer pequena característica natural da pele representa um problema que precisa ser corrigido.

"A pele real não vem com filtro embutido. Poros existem. Textura também. Ainda assim, essas imagens acabam se tornando referência e estimulam muitas pessoas a adotarem rotinas cada vez mais complexas", destaca a médica.

Excesso de produtos pode causar o efeito contrário

Na tentativa de alcançar uma pele perfeita, muitas pessoas passam a utilizar diversos ativos simultaneamente, aumentam a frequência de esfoliações, aplicam ácidos sem orientação adequada e trocam constantemente os produtos da rotina.

De acordo com a dermatologista, essa prática pode comprometer a barreira cutânea, estrutura responsável por preservar a hidratação natural da pele e protegê-la contra agentes irritantes. Quando essa barreira é enfraquecida, surgem sintomas como vermelhidão, ardor, descamação e sensação de pele repuxando, inclusive após o uso de produtos que antes eram bem tolerados.

Outro problema frequente é a dificuldade de identificar qual cosmético está provocando a reação. "Quando muitos produtos são introduzidos ao mesmo tempo, descobrir o responsável por uma irritação pode exigir uma verdadeira investigação. O problema nem sempre está em um único cosmético, mas na combinação entre eles", afirma a especialista.

Para Dra. Gisele, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta para cada tipo de pele. Ela ressalta que nem toda novidade lançada no mercado será necessária para todos os pacientes.

"O interesse por cosméticos pode fazer parte de uma rotina agradável de autocuidado. O problema começa quando a busca por uma pele ideal gera ansiedade, compras constantes e a sensação de que sempre falta algum produto", observa.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Unimed
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ascom Unimed

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