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Sexta-feira, 22 de Maio 2026
Fórum Comunitário Maio Laranja alerta sobre violência sexual contra crianças e adolescentes
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Fórum Comunitário Maio Laranja alerta sobre violência sexual contra crianças e adolescentes

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A Câmara Municipal promoveu um amplo debate sobre o grave cenário da violência sexual contra crianças e adolescentes, dentro e fora do ambiente familiar. O tema integra a campanha Maio Laranja, movimento nacional de conscientização e fortalecimento das políticas públicas de proteção à infância e adolescência. O Fórum Comunitário, solicitado pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Raphael Rios, foi realizado na tarde desta quinta-feira (21) e reuniu vereadores, representantes da rede de proteção, profissionais de diversas áreas e membros da comunidade para discutir estratégias de prevenção, acolhimento e enfrentamento dessa violência, com números relativos à violência contra crianças e adolescentes de Araxá.

Na abertura do encontro, Raphael Rios destacou a gravidade do problema e apresentou dados que demonstram o crescimento das denúncias e violações contra crianças e adolescentes em todo o país, inclusive no ambiente digital. Ele ressaltou que a proteção da infância é uma responsabilidade compartilhada entre poder público, escolas, profissionais de diversas áreas, famílias e sociedade civil. “Somente por meio da informação, do acolhimento e da atuação conjunta será possível garantir um futuro mais seguro, justo e digno para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.

A subsecretária municipal de Assistência Social, Cristiane Pereira, apresentou dados sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e destacou que a maioria das vítimas está na faixa etária entre 6 e 13 anos. Segundo ela, cerca de 65% dos casos acontecem dentro do próprio ambiente familiar. Cristiane alertou ainda sobre os sinais de violência nem sempre são físicos e podem se manifestar por meio de isolamento, ansiedade, alterações de comportamento, queda no rendimento escolar e mudanças na rotina.

Ela também reforçou a importância da criação de ambientes seguros de escuta para que crianças e adolescentes possam relatar situações de violência. Em Araxá, a rede de assistência social registrou 34 casos de violência contra crianças e adolescentes em 2025. No mesmo período, os registros policiais contabilizaram 122 ocorrências de violência sexual, evidenciando a necessidade de aprimorar a integração e a consolidação dos dados entre os órgãos responsáveis.

A secretária municipal de Assistência Social, Lilian Pereira, abordou os impactos emocionais enfrentados pelos profissionais que atuam diretamente no acolhimento das vítimas. Segundo ela, sentimentos como náusea, angústia e mal-estar são frequentes diante de situações tão delicadas. Lilian destacou ainda que o silêncio também representa uma forma de violência e reforçou a importância da denúncia por meio do Disque 100 sempre que houver suspeita de abuso.

Representando a Secretaria Municipal de Saúde, a subsecretária Samira Reis destacou que os casos de violência sexual impactam diretamente os atendimentos de urgência, emergência e saúde mental. Ela chamou atenção para a divergência de informações entre os sistemas da saúde, educação e assistência social e defendeu uma maior integração entre os serviços públicos. Samira ressaltou que a rede municipal funciona, mas precisa avançar na comunicação entre os órgãos, destacando o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS I) como uma das principais portas de entrada para o acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de violência.

A secretária municipal de Educação, Zulma Moreira, informou que aproximadamente 14 mil crianças e adolescentes são atendidos pela rede municipal de ensino. Ela destacou que existem protocolos específicos para identificação e encaminhamento de casos suspeitos de violência e ressaltou o papel estratégico da escola na proteção da infância, por ser um dos primeiros ambientes capazes de perceber alterações comportamentais e sinais de sofrimento.

A defensora pública Luciana Marques elogiou a estrutura da rede de proteção existente em Araxá, classificando-a como referência em comparação a outras comarcas onde já atuou. Ela ressaltou que a violência sexual não está restrita a situações de vulnerabilidade econômica, atingindo também famílias com melhores condições financeiras. Para a defensora, a proteção começa pela escuta qualificada e pela construção de ambientes seguros dentro das escolas, das atividades extracurriculares e dos próprios lares.

A presidente da Fundação da Criança e do Adolescente de Araxá (FCAA), Taciana Almeida, destacou os desafios enfrentados pelos profissionais que trabalham diretamente com vítimas de violência sexual. Apesar da complexidade dos casos, ela ressaltou o comprometimento das equipes e alertou para o crescente adoecimento das famílias, realidade que impacta diretamente a proteção integral de crianças e adolescentes.

Representando a juventude, Luiz Guilherme, integrante do Parlamento Jovem e estudante do CEFET, destacou a importância de debater temas como esse dentro das escolas. Segundo ele, o ambiente escolar é um espaço fundamental para orientar crianças e adolescentes sobre seus direitos e sobre formas de prevenção e proteção.

A estudante Isadora, do Lar Santa Terezinha e da Escola Municipal Alice Moura, alertou sobre os riscos presentes na internet. Ela destacou que muitas crianças não conseguem identificar situações de perigo no ambiente digital e que mudanças de comportamento que podem indicar situações de violência.

Ao final do Fórum, a palavra foi aberta aos participantes, que reforçaram a importância da conscientização, da denúncia e do fortalecimento do trabalho em rede. Também foi destacado o papel fundamental das famílias na proteção e na garantia dos direitos das crianças e adolescentes do município.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Raphael Rios
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ascom Raphael Rios

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