O terremoto sentido em Araxá e cidades da região na noite de 12 de dezembro de 2025 chamou a atenção da população e levantou questionamentos sobre a ocorrência de abalos sísmicos em Minas Gerais. Embora raros, esses eventos são possíveis e têm explicação científica ligada às características geológicas do território.
De acordo com o professor de geografia Rafael Nolli, a mesorregião de Araxá é cortada por uma importante falha geológica, conhecida como Falha BR-25. “Temos dezenas de falhas e lineamentos em nosso território. Essas falhas liberam a energia acumulada por movimentos tectônicos ou por rupturas na estrutura”, explica Rafael Nolli.
Segundo o professor, o tremor registrado nesta sexta-feira não é comum, mas também não pode ser considerado impossível dentro do contexto geológico brasileiro. “Um terremoto como esse é raro de acontecer, porém, como ficou provado, não é impossível. Sim, podem ocorrer terremotos no Brasil, em Minas Gerais e também em Araxá”, afirma.
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Nolli destaca ainda que, em situações como essa, tremores secundários — conhecidos como réplicas — podem ocorrer, mas geralmente são mais fracos que o abalo principal, indicando que o pior momento já tenha passado. “As réplicas tendem a ser mais fracas que o tremor principal. Tudo indica que o pior já passou”, pontua.
Como medida de precaução, a orientação é que a população acompanhe as informações oficiais da Defesa Civil, observando possíveis rachaduras, fissuras ou danos estruturais em imóveis, que possam representar risco.
Paralelamente, a Prefeitura de Araxá informou que as mineradoras instaladas no município foram acionadas para verificar a estabilidade das barragens, que seguem sob monitoramento preventivo, sem registro de alterações até o momento.
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